19.7.16

Ciclo de Filmes e Debates - Psicologia do Fascismo e a Banalidade do Mal

Escolhi 4 filmes que serão exibidos e debatidos no MIS Campinas sobre o tema "Psicologia do Fascismo e a Banalidade do Mal" - às 19h30, dias 8, 9, 11 e 12/Ago. A Entrada será Gratuita. Para quem interessar, nos vemos lá ;)

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8.7.16

World Bodypainting Festival

Olha isso! World Bodypainting Festival!  :D



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21.5.16

Filme "O Abraço da Serpente"

Filmão! =) Direção do colombiano Ciro Guerra. Gostei muito! :)


Trailer: 

O Abraço da Serpente • Trailer legendado • Estreia 18/FEV - YouTube

 

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20.5.16

Karen Armstrong - A perdida arte do diálogo


"hoje em dia; a forma como falamos uns com os outros é, via de regra, extremamente agressiva [...]

nosso discurso, nosso debate, a forma como discutimos as coisas no parlamento, na mídia, no mundo acadêmico, em termos religiosos, é agressiva.

Não nos é o suficiente buscar a verdade e aprender com ela, sentimos também a necessidade de humilhar e derrotar nossos oponentes.

Um diálogo com os extremistas, isso significa que iremos derrotar eles, forçá-los a aceitarem nosso ponto de vista. Isso não é diálogo. [...]

Quando as pessoas vinham falar com Sócrates, elas sempre pensavam que sabiam exatamente do que estavam falando, mas depois de meia hora de questionamentos incessantes descobriam que nada [...] E, ao final de um diálogo socrático, segundo Platão, todos percebiam que nada sabiam.

E em um diálogo socrático, você tem que ouvir, não tem sentido entrar em diálogo, a não ser que você esteja preparado para mudar com o encontro, e isso não significa que você tem que aderir ao lado oposto, mas que algo na sua própria confiança será levemente abalado e você começará a entender o outro com maior clareza.

A gente não costuma escutar, novamente, não sei como é no Brasil, mas às vezes, quando vemos os políticos debaterem, ou um debate na televisão, e uma pessoa está falando, os outros não estão de fato escutando o que ele ou ela diz, mas sim pensando no próximo comentário brilhante que vão dizer para derrotar de vez aquela pessoa. Isso não é diálogo.

De alguma forma, quando pensamos a respeito do mundo descontente, temos que ouvir as suas histórias e, novamente, não o fazemos. [...]

Qualquer psicólogo dirá que a narração externa não é necessariamente uma expressão de precisão histórica absoluta, mas sim expressar com muita intensidade os sentimentos das pessoas, e é isso que temos que escutar: a dor, o desespero, o medo e a humilhação do outro, que talvez tenhamos causado enquanto sociedade, e deixar que isso nos transtorne, deixar que isso nos perturbe. [...]

Olhe para nossas instituições financeiras, as políticas internacionais claramente não estão funcionando, não sabemos o que fazer com o meio ambiente, precisamos esquecer a sabedoria convencional e nos dedicar a buscar uma nova solução, e isso significa que precisamos nos livrar dessa forma agressiva de falar e pensar uns sobre os outros."

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12.5.16

Livro "Cinismo e a Falência da Crítica" - Vladimir Safatle

Esse CINISMO na Política me horroriza. Estava caçando algo para ler sobre isso (a falsa sensação de entendimento pelo menos me acalma) e cheguei no livro do Safatle "Cinismo e a Falência da Crítica" e em uma palestra dele.


Tem também o livro "Crítica da Razão Cínica", do Sloterdijk, que vou tentar ler depois e ver se consigo avançar mais nesse assunto ;)

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Palestra - Parte 1/10

Vladimir Safatle: "Cinismo e falência da crítica" - Parte 1 - YouTube



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Trechos do Livro:

"Durante algum tempo acreditou-se que o esgotamento de modos de pensar e de formas de vida nos levaria, necessariamente, a realidades sociais renovadas. [...] Mas o que dizer quando nenhum acontecimento vem após a crise, quando certa estabilidade parece desenhar-se em meio à desagregação [...] que teria perdido a força de instaurar novas realidades?"

"Este livro visa compreender [...] a idéia de que nossas sociedades capitalistas avançadas conseguiram organizar-se a partir de uma racionalidade cínica."

"'cinismo' é o nome correto para um certo modo de funcionamento de padrões de racionalidade em sociedades ditas pós-ideológicas"

"Há um modo cínico de funcionamento dessas estruturas que aparece normalmente em épocas e sociedades em processo de crise de legitimação, de erosão da substancialidade normativa da vida social."

"O cinismo aparece assim como elemento maior do diagnóstico de uma época na qual o poder não teme a crítica que desvela o mecanismo ideológico. Até porque, como veremos, neste ínterim, o poder aprendeu a rir de si mesmo, o que lhe permitiu 'revelar o segredo de seu funcionamento e continuar a funcionar como tal'"

"Não se trata apenas de indicar o momento em que as sociedades capitalistas começaram a passar por uma crise geral de legitimação, mas compreender como elas foram capazes de legitimar-se através de uma racionalidade cínica"

"O aspecto importante aqui é a identificação de um regime de contradição cuja denúncia não pode mais servir para desqualificar a concretização (paradoxal) da intenção."

"Lacan percebeu a tendência de generalização de modos de socialização do desejo que não operavam mais a partir dessa forma clássica do conflito, mas constituíam representações mentais 'paradoxais'. Para tanto, ele partiu da reflexão sobre a maneira como perversos organizavam sua relação com a lei social. Em razão das modificações profundas pelas quais passou a função paterna e os processos de identificação social, tal dinâmica perversa tendia a tornar-se hegemônica."

"Nós nos sentimos normalmente reconfortados com a promessa de que a verdade nos libertará [...] No entanto, o cinismo coloca-nos diante do estranho fenômeno da usura da verdade [...] uma verdade que não só é desprovida de força performativa, mas também bloqueia temporariamente toda nova força performativa."

"mesmo que haja clivagens entre a literalidade do enunciado e a posição da enunciação, essa clivagem é, tal como na ironia, claramente posta diante do Outro."

"o cínico vive da discordância entre os princípios proclamados e a prática – toda a sua sabedoria consiste em legitimar a distância entre eles"

"Uma discussão rica em consequências para tais problemas vinculados às estruturas da racionalidade cínica foi levada a cabo por Giorgio Agamben por ocasião do problema do estado de exceção [...] uma lógica na qual o ordenamento jurídico legaliza sua própria suspensão."

"o cinismo é uma contradição posta que é, ao mesmo tempo, contradição resolvida"

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