20.6.07

Amyr Klink: Um Homem Precisa Viajar

Nesse post: Vídeo, Principais Livros, alguns dos Melhores Trechos e um pouco Sobre Amyr Klink.


http://www.youtube.com/v/wFfeolX-Rr

Principais Livros:

Cem Dias entre o Céu e o Mar
Paratii: Entre Dois Pólos
Mar Sem Fim

Alguns dos melhores trechos:

"Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser;
que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".

"Comemorei sentado, quieto, com a boca cheia, a minha maior conquista: PARTIR.
Ainda que minha viagem durasse apenas um único e mísero dia.
Parti para a minha mais longa travessia e mesmo que ela só durasse esse único dia,eu havia escapado do maior perigo de uma viagem da forma mais terrível de naufrágio: NÃO PARTIR"

"Transformar o medo em respeito, o respeito em confiança.
Descobri como é bom chegar, quando se tem paciência.
E para se chegar onde quer que seja,
aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão.
É preciso antes de mais nada querer."

"O que antes me assustava ou preocupava, agora fazia pensar. Pelas janelas de onde via apenas neblina e as velas cheias, fiz passar todas as imagens que desejei ver. E as toquei. Não há mais verdadeira e pura forma de sentir lugares do que tocá-los com a quilha de um barco. Ou com os dedos. A mais simples e universal maneira de expressar carinho. O toque."

"Já acordado na Antártida, ouvi ruídos que pareciam fritura. (..) Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. O efeito visual era belíssimo. Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo: calma, você terá muito tempo para isso! Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu. Algumas oportunidades são únicas!"

"no fundo, eu parti para voltar"

Sobre Amyr Klink:

Aos 22 anos, Amyr explorou de moto a América do Sul junto com um amigo. Nos anos seguintes, fez viagens por todo o Brasil.

É graduado em Economia pela USP e pós-graduado em Administração pela Mackenzie. Arrumou emprego em um banco, às 3 da tarde costumava dormir escondido no banheiro. Largou tudo e passou a se dedicar às viagens. Ele diz: "Eu não conseguia gostar daquilo: uma instituição que eu não conhecia, na qual não enxergava uma alma, nem uma missão, só o lucro... Aquilo me sacudiu mais do que qualquer tempestade com ondas"

Aos 29, em 84, com um barco a remo que ele mesmo ajudou a projetar, foi remando sozinho da África até Salvador-BA.

A viagem é contada no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar.

Conheceu a esposa quando ela foi entrevistá-lo sobre o feito. Ao pular para o barco dele, caiu e foi sugada por uma hélice. Amyr saltou imediatamente na água e a salvou.

Em 89, em um barco que ele também ajudou a projetar, foi sozinho para a Antártica (pólo Sul) onde permaneceu durante 1 ano. Assim que o mar à volta do seu barco descongelou, em vez de voltar, simplesmente decidiu (do nada!) ir ao Ártico (pólo Norte), para só então voltar ao Brasil.

A viagem é contada no livro Paratii: Entre Dois Pólos.

Em 98, deu a volta ao mundo pela rota mais difícil, circunavegando a Antártica e uma expedição tripulada em um outro barco que também ajudou a projetar.

A viagem é contada no livro Mar Sem Fim.

Já enfrentou uma semana de ondas de 30 metros, foi mais de 15 vezes para a Antártica e muitas vezes para vários lugares do mundo.

Também faz palestras no meio empresarial, escreve livros que figuram entre os mais vendidos e participa de projetos especiais.

O que mais gosta na Antártica é a luz, diz que tudo reflete a luz e que basta uma noite de céu estrelado para se poder caminhar tranquilamente sobre o gelo.

Acredito que essas viagens possibilitem dar mais valor as coisas e as pessoas, a se sentir bem consigo mesmo, a parar de perseguir bobagens, a refletir profundamente, a dominar o medo pela razão e a ver belezas incomparáveis. E eu valorizo muito isso.



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1 comentários:

°maguii° disse...

Nicholas...
tava procurando uma das histórinhas do Amyr KLINK e teu blog foi tuuudo q precisava..
hasuahsuahsuash

beijooo
e brigada pela ajudA

=D

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