16.2.08

Van Gogh

Van Gogh me parece o tipo de cara que era uma pessoa boa, com uma imensa vontade de servir, de ajudar, de dar certo... mas que deu azar na vida e acabou se perdendo. Sinto que faltou-lhe o "empurrãozinho" certo, na hora certa.

Acho que existem muitos Van Goghs por ai. Não digo quanto a genialidade na pintura.. mas nisso de faltar aquele empurrãozinho pra pessoa encontrar um rumo.. ser muito feliz e ajudar muita gente.

Na minha vida mesmo, não que eu fosse me perder, nasci numa família maravilhosa.. mas em vários momentos, eu recebi aquele empurrãozinho de leve... de alguém que acreditou em mim na hora certa.. e que fez MUITA diferença, sabe?

Graças a esses empurrõezinhos, hoje sinto que minha vida tem uma direção.. talvez não totalmente clara.. mas sinto que tenho uma direção, que posso ser muito feliz e realizar muitas coisas.

Espero um dia retribuir e dar empurrõezinhos naqueles que precisam. =)

Obras que mais gosto:

Meus olhos não param quando vejo um desses quadros, viajo dentro deles, como se eu fosse tragado para dentro da cena... são tão expressivos! Quero muito vê-los ao vivo um dia.. deve ser DEMAIS!! :D
  • Noite Estrelada (Starry Night)
  • Campo de Trigo com Ciprestes (Cornfield with Cypresses)
  • Terraço do Café, em Arles, à noite (The Café Terrace on the Place du Forum, Arles, at Night)
  • Auto-retrato


Vídeo com a tela "Noite Estrelada" e a música "How to fight loneliness", do Wilco:

minha imaginação voa assistindo a esse vídeo, adoro a música e o quadro é o meu preferido do Van Gogh... achei que ficaram muito bem juntos =)

Ollhem as estrelas, a Lua, a cidadezinha lá embaixo!


http://www.youtube.com/watch?v=ufVRMP2BQ00


Trechos das cartas que Van Gogh enviou ao irmão:

"Existem vagabundos, que o são por preguiça ou por falta de caráter, próprias da sua natureza. [..]

Mas existe um outro tipo de vagabundo, o vagabundo que sabota a si mesmo, que é internamente consumido por uma vontade enorme de agir e que não faz nada porque suas mãos estão atadas,

porque ele tem tanto para dizer, preso em algum lugar, porque lhe falta o que necessita para ser produtivo, porque cirscuntâncias desastrosas o trouxeram à força para essa condição.

Esse tipo nem sempre sabe o que pode fazer, mas nunca deixa de institivamente sentir, eu sou bom pra alguma coisa! Minha existência não é sem motivo!

Eu sei que posso ser uma pessoa diferente! Como eu posso ser útil, como eu posso servir? Existe algo em mim, mas o que pode ser?


Esse é um tipo diferente de vagabundo."

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"Você sabe o que faz a prisão desaparecer? Qualquer afeição verdadeira, profunda.

Ter amigos, irmãos, amar, isso é o que abre a prisão, com força suprema, por alguma força mágica. Sem isso você está morto.

Mas sempre que se revive a afeição, revive-se a vida."


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"Se alguém quer se ativo, não deve ter medo de errar nem agora nem depois. Muitas pessoas pensam que ser bom é não fazer nada errado, mas isso é mentira. Essa mentira leva à estagnação, à mediocridade.

Apenas faça qualquer coisa quando vir uma tela branca na sua frente como um imbecil. Você não imagina o quão paralisante pode ser essa tela branca, que diz para o pintor, você não pode fazer nada.

A tela tem um jeito idiota de olhar que hipnotiza alguns pintores, tanto que acaba transformando-os em idiotas.

Muitos pintores tem medo de estar frente a uma tela branca, mas a tela tem medo do verdadeiro e apaixonado pintor, que desafia e quebra o 'você não pode' todas as vezes."

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Para saber mais sobre Van Gogh e suas + de 2000 obras:
Vincent Van Gogh Gallery



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2 comentários:

Sonia Domingues disse...

Penso que ele estave muito à frente do seu tempo,sua arte muito alem da capacidade de entendimento dos seus contemporâneos.Desculpe discordar de ti,mas acho que Van Gogh, como gênio e ser humano que foi, nunca precisou de empurrãozinho(se concordarmos que sempre esteve em um nível acima dos demais).O problema está na mediocridade,na pequenez de entendimento que, infelizmente,nos cerca até hoje.
Abraços.
Sonia.

Ricardo disse...

Sei exatamente o que você quer dizer, quando fala do "empurrãozinho". Desde que comecei a fazer minha auto-análise venho descobrindo que me faltou isso na vida também. Não culpo ninguém, nem tenho ressentimentos, mas eu estaria sendo desonesto comigo mesmo se não admitisse isso. E ainda por cima houveram os empurrõezinhos "do mal", alguns conscientes, outros não, mas que certamente ajudaram a piorar tudo. Mas dizem que tudo é aprendizado nesta vida, não é?

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