13.10.09

Filme "Paradise Now" (Paraíso agora) - EXCELENTE!

Homens-bomba também são pessoas?

Não tem jatos de sangue, explosões, nada disso. Um FILMAÇO! =)


Sinopse

2 amigos em uma cidade palestina oprimida pelo exército israelense são chamados para serem homens-bomba em uma ação terrorista. Mas a operação dá errado e ambos têm dúvidas se devem concluir a missão.

Trailer


http://www.youtube.com/watch?v=Jyz15qG22Ec

Melhores Trechos


"Sabe, na Suécia, os carros param nos faróis e os pedestres sempre olham antes de atravessar, mas eles têm o maior índice de suicídios. O que há com eles?"

"- É verdade que você é filha de Abu Azzam? Dizem que ele foi um herói. Deve se orgulhar dele.
- Preferia que ele estivesse vivo a ter orgulho dele.
- Graças a ele e à luta dele, nossa causa continua viva até hoje.
- Há outras maneiras de manter a causa viva.
- A decisão não cabe a nós. A ocupação define a resistência.
- A resistência pode assumir várias formas.
- Mas devemos aceitar que não temos poderio militar, para acharmos alternativas.
- E pagar o preço da derrota dos nossos avós? Aceitar a injustiça?
- Esta discussão não vai levar a nada."
"- Por que seu pai manca?
- Durante a primeira lntifada os soldados israelenses invadiram nossa casa. Deixaram-no escolher que perna queria manter. Ele escolheu a direita. Eu preferia que quebrassem as duas a ser tão humilhado."

"O que se pode fazer quando não há justiça nem liberdade? O indivíduo precisa lutar por isso. Se nos entregarmos à lei de que o forte devora o fraco ficaremos reduzidos ao nível dos animais. lsso é intolerável."

"Como resposta à injustiça, à ocupação e aos seus crimes, e a fim de promover a resistência decidi realizar uma missão suicida. Não temos outro meio para lutar.

lsrael vê a parceria e a igualdade com os palestinos sob o mesmo sistema democrático como suicídio do Estado judaico. E não aceitam um compromisso entre os dois Estados, mesmo que não seja justo para os palestinos. Temos que aceitar a ocupação para sempre ou desaparecer.

Tentamos, de todas as maneiras possíveis, acabar com a ocupação por meios políticos e pacíficos. Apesar disso, lsrael continua a construir assentamentos, confiscar terras, judaizar Jerusalém e realizar a purificação étnica.

Eles usam sua indústria bélica e seu poderio político e econômico para nos forçar a aceitar a solução deles: ou aceitamos a inferioridade ou seremos dizimados."

"- Com licença. Que vídeo é aquele? O discurso de adeus de um mártir?
- Sim. Também temos colaboradores...
- Como?
- Confissões de colaboradores antes de serem mortos [...]
- Acha normal esses vídeos estarem à venda?
- O que é normal por aqui?
- É doentio. Três milhões de pessoas estão lutando para sobreviver. Esta cidade virou uma prisão."

"- Por que estão fazendo isso?
- Se não podemos viver como iguais, ao menos morreremos como iguais.
- Se podem matar e morrer pela igualdade... podem achar um jeito de serem iguais em vida!
- Como? Através dos grupos de Direitos Humanos?
- Por exemplo! Ao menos, os israelenses não têm um álibi para continuar matando!
- Não seja tão ingênua. Não pode haver liberdade sem luta. Enquanto houver injustiça, alguém deve se sacrificar!
- lsso não é sacrifício! É vingança!
- Se você mata, não há diferença entre vítima e ocupante. Se tivéssemos aviões, não precisaríamos de mártires.
- Essa é a diferença! A diferença é que o poder militar de lsrael ainda é mais forte. Então seremos iguais na morte [...] E prefiro ter o Paraíso na minha cabeça a viver neste inferno! Nesta vida, estamos mortos mesmo. Só escolhemos a amargura quando a alternativa é ainda mais amarga.
- E quanto a nós? Os que ficam? Vamos vencer deste jeito? Não vê que o que estão fazendo está nos destruindo? E que dão um álibi para lsrael continuar?
- Então, sem álibi, lsrael pararia?
- Talvez!
- Temos que transformar isto numa guerra moral.
- Como faremos isso se lsrael não tem moral?"

"Eu nasci num campo de refugiados. Só tive permissão para sair do lado ocidental uma vez. Eu tinha 6 anos e precisava fazer uma cirurgia. Só essa vez.

Viver aqui é como estar preso. Os crimes de ocupação são incontáveis [...] eles não apenas matam a resistência, como também arruínam famílias, arruínam sua dignidade e arruínam todo um povo.

Quando meu pai, foi executado, eu tinha 10 anos. Ele era uma boa pessoa. Uma vida sem dignidade não vale nada. Sobretudo quando ela faz você recordar diariamente, a humilhação e a fraqueza.

E o mundo assiste covardemente, indiferentemente. Se você está sozinho, enfrentando esta opressão precisa achar um jeito de deter a injustiça. Pior ainda, eles convenceram o mundo e a eles mesmos de que eles são as vítimas.

Como pode ser? Como o ocupante pode ser a vítima?"




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3 comentários:

Studio disse...

Bela escolha para indicação! Um ótimo filme!

Davi Augusto Marski Filho disse...

Cara.. quero ver esse filme !!! voce tem ele ? tem algum .torrent ? onde ? onde ? abs !

Anônimo disse...

Esse filme é show !!
(pra quem gosta de refletir sobre a vida)

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