12.7.10

Por uma Vida Não-Otimizada - Seth Godin

O blog do Seth Godin é o meu favorito. Se eu tivesse mais tempo, abriria um blog só para traduzir os posts dele.


Post original: The non-optimized life

Se você pode medir algo, você pode melhorá-lo. Computadores tornaram fácil otimizar cada área da sua vida.

Óbvio, você pode otimizar um site ou um blog para obter mais tráfego.
Você pode otimizar propagandas para alcançar mais resultados.
Você pode otimizar seu estlo de apresentação para fechar mais vendas ou mudar mais mentes.
Você pode otimizar seus exercícios físicos para ficar mais ágil e forte.
Você pode otimizar sua dieta para perder peso e ganhar músculos.
Você pode otimizar o seu sono para descansar mais em menos tempo.
Dizem até que dá para otimizar sua vida sexual...

E então, de repente você percebe que gasta sua melhor energia apenas com otimização, não com criação.

É uma boa linha para se seguir, porque você pode otimizar seu tempo de criação também! Você pode desenvolver hábitos para ampliar os seus melhores pensamentos e realizá-los, e talvez entregar trabalhos que fazem a diferença. Eu entendo isso.

Mas me preocupo com o ciclo sem fim de otimização, que vira uma muleta, um lugar para se esconder quando você deveria estar confrontando o desconhecido infinito, e não o degrau banal da otimização incremental.

Enquanto o Yahoo ficava otimizando a sua home page em 2001, os caras do Google inventaram algo totalmente novo.

Essa é uma razão para eu resistir à tentação de otimizar esse blog para tráfego e ganhos. Eu prefiro forçar a mim mesmo a melhorá-lo escrevendo posts cada vez melhores.

Caramba, aplausos para este post dele! Eu fico tentando otimizar TUDO, uma muleta para não encarar o infinito desconhecido com certeza! Tenho muito o que mudar na minha vida, urgente. =)



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1 comentários:

Thatiana disse...

As vezes otimizar é como pegar o atalho pra chegar mais rápido e perder a melhor parte da paisagem. Ou escolher os eletrônicos no lugar dos manuais, os industrializados aos artesanais... e perder parte do aprendizado, do ritual, do prazer e da história e exclusividade. Sempre que possível, é claro, opto pelo infinito desconhecido. Temos a tendência a querer praticidade em tudo. Roald Hoffmann (O mesmo e o não-mesmo)diz assim sobre a complexidade da natureza e da multiplicidade de funções do corpo humano: "A diversificação proporciona riqueza; a simplicidade pode ser confortável a nossa mente débil, mas não para o texto vivo deste mundo." Em outro contexto (ou não) acho que isso cabe muito bem por aqui.

Otimizar é preciso as vezes, por uma questão de sobrevivência mesmo, mas sabemos que não é disso que se trata aqui e sim de aproveitar os detalhes das coisas, do que faz a diferença, do aprendizado, do desenvolvimento de sua criatividade e etc.

Nicholas, pare de otimizar seu diálogo com as pessoas via blog, é mto mais legal conversar com vc. :p

(só uma brincadeira mas que é verdade rs)

Grandeee beijo!!!!!!!!!

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