20.7.10

Resumo do Livro "Como as Gigantes Caem" - Jim Collins

"A marca das empresas realmente excelentes, não é ausência de dificuldades. É a habilidade de retornar dos infortúnios, mesmo das piores catástrofes, mais forte do que antes.

Grande nações, empresas, instituiçoes, indivíduos... podem declinar e se recuperar. Desde que você não acabe totalmente nocauteado para fora do ringue, ainda há esperança.

Nunca entregue os pontos. Seja firme em matar idéias de negócios que fracassaram, até mesmo grandes operações em que trabalhou por longo tempo, mas nunca desista de construir uma empresa excelente.

Sucesso nada mais é do que fracassar, e se levantar mais uma vez, infinitamente."

(Jim Collins)




Faz um tempão que estava esperando o livro do Jim Collins "How The Mighty Fall - and why some companies never give in". O resumo do outro livro dele, o Good to Great foi um dos que mais me empenhei em fazer e o livro está entre os que mais gosto.

Veja também:

Assim como nos livros anteriores, Jim Collins e sua equipe fizeram uma extensa pesquisa com décadas de dados das empresas mais famosas, identificando pontos em comum. O que diferencia esse livro novo é que ao invés de analisar os sucessos, avalia os fracassos e tenta responder:

Quais as causas mais comuns para o declínio? É possível reconhecê-las com antecedência? Como e até quando é possível revertê-las?

Eu li livro na livraria mesmo, e seguindo a linha dos livros anteriores, os princípios são poucos e o que dá corpo são os vários estudos de caso, que são muito interessantes. Devido às poucas idéias-chaves e preço, não comprei o livro e fiz este post baseado em resumos que vi na internet.

Só para constar, para quem não conhece o Jim Collins, o cara é empresário de tecnologia, pesquisador, consultor, professor de administração em Stanford, palestrante, escritor... e escalador! E é casado com Joanne Ernst, também pesquisadora, triatleta, vencedora do Ironman! Muito FERA! :D


Jim Collins

Melhores Trechos / Resumo:

Organizações líderes em suas áreas podem despencar da excelência para a irrelevância. Todas as instituições são vulneráveis, não importa o tamanho. Não há uma lei na natureza garantindo que os mais poderosos inevitavelmente continuarão no topo. Todos podem cair, e a maioria cai.

Os estágios do declínio podem ser detectados cedo, e pode ser revertido (como aconteceu com IBM, HP, Merck, Nuvor).

Os estágios 1 e 2 correspondem às raízes do declínio. Os estágio 3, 4 e 5 correspondem à resposta equivocada dos administradores.

Até o estágio 4, o declínio não é nitidamente visível. No estágio 3, a empresa pode aparentar estar ótima, com os pés bem na beirada do precipício.

O declínio das organizações é na maioria auto-infligido, e revertido com controle próprio. Enquanto não cair no estágio 5, a recuperação é possível.

Estágios do Declínio

1) Excesso de Confiança Originado pelo Sucesso

Sucesso passado não é garantia de um futuro brilhante. Acreditar que é bem-sucedido porque se acha tão esperto/tão inovador/tão incrível pode causar grandes prejuízos. Muito do sucesso atribuído à administradores, posteriormente mostrava-se mais fruto de sorte do que de habilidade.

Administradores que inovaram continuamente o modelo de negócio de suas empresas superam aqueles que ficam apenas tornando velhos modelos de negócio mais eficientes e eficazes.

Continue inovando e melhorando. Não atribua o sucesso a você, lembre-se que a sorte uma hora vai embora. É melhor se preparar.

Ex. Motorola. Continuou apostando no sucesso do StarTac frente à celulares mais avançados.

2) Busca Indisciplinada pelo Crescimento

Empresas bem-sucedidas são propensas a começar muitas coisas e a correr para direções estranhas, porque o CEO se sente inseguro comparando-se com seu predecessor ou competidor.

Quando a organização cresce mais rápido do que sua habilidade de preencher os lugares com as pessoas certas, está cavando a própria cova.

Incursões descontinuadas em áreas que não se tem paixão, tomar ações inconsistentes com seus princípios, investir pesado em segmentos que não se pode ser um dos melhores, viciar em tamanho, ir além dos recursos financeiros, neglicenciar seu negócio principal, usar a organização para elevar seu sucesso pessoal (riqueza, fama poder)... são exemplos de crescimento indisciplinado.

Ex. Varejista Ames para competir com a Wal-Mart decidiu que dobraria de tamanho em apenas 12 meses. Para isso fez uma aquisição gigantesca e desastrosa.

3) Negação do Risco

Negligenciam os resultados não-tão-bons e atribuem a diversos fatores, sugerindo que as dificuldades são temporárias, ciclícas ou não perigosas. Atribuem as causas dos problemas ao mercado, concorrência, azar... ao invés de procurar entender o que está acontecendo.

Ex. Quando o negócio de mainframes da IBM começou a declinar, um dos diretores fez um relatório apontando os perigos, mas não foi levado a sério.

4) Corrida pela Salvação

O declínio já é visível e a pergunta é, como a liderança irá responder? Geralmente, procuram uma solução mágica para sair da crise: líderes visionários, estratégias ousadas não testadas, transformações radicais, esperança em um produto arrasador, uma aquisição decisiva, entre outras. Os resultados iniciais podem ser positivos, mas não duram muito.

Líderes em empresas neste estágio devem se voltar para a calma, clareza e abordagem focada. Seja rigoroso com o que não fazer.

Ex. Carly Fiorina, carismática, tomou decisões arriscadas como CEO da HP e comprou a concorrente Compaq. A fusão não deu resultado e foi demitida.

5) Irrelevância ou Morte

O vigor financeiro já acabou, as melhores pessoas já partiram para outra. Só resta ser adquirida, fechar as portas ou continuar na insignificância..

Ex. Scott Paper comprada pela Kimberly-Clark

Xerox. HP. Nucor. IBM. Merck. Texas Instruments. Disney. Boeing.

O que essas empresas tem em comum? Tiveram uma queda tremenda e se recuperaram. Em cada caso, os líderes não desistiram da idéia de sair da sobrevivência e alcançar o triunfo, apesar das dificuldades.




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4 comentários:

Thatiana disse...

(Eu ainda não encontrei minha porção empreendedora)

Feliz DIA DO AMIGO, recém amigo! :)

lucidreira disse...

Com a passagem do dia 20 de julho de 1969, dia em que o homem pisou no solo lunar, ficou instituido o dia do amigo ou amizade.
Que parabenizar pelo dia e dizer, amigo e coisa pra se guardar e também disfrutar.
Abraço

Anônimo disse...

Obrigada pelo post!! Salvou minha vida!

Laryssa Rondon de Souza disse...

Li os dois livros de Jim Collins; Feitas para durar e feitas para vencer. Depois de ler seu post decidi comprar o terceiro. Obrigado pela oportunidade. Um abraço. Eliezer Souza

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