24.8.10

Livro "A Nascente", Ayn Rand (The Fountainhead) - MEU FAVORITO! - parte 1

Esse é agora, DISPARADO, o meu livro FAVORITO. =)

Link para a 2ª Parte:

Ayn Rand - por Nick GaetanoAyn Rand - Ilustração por Nick Gaetano

As obras da Ayn Rand foram consideradas as mais influentes na cultura americana, atrás somente da Bíblia. Dizem que suas idéias ampliaram o espírito empreendedor e inovador dos americanos, e que também contribuíram para a atual crise financeira no mundo.

A Nascente foi o primeiro livro de sucesso dela. Não foi escrito para ganhar prêmios ou entreter, mas para divulgar uma idéia.

A idéia de que o homem não é uma vítima, impotente, insignificante. A idéia de que o homem pode e deve se tornar grande. Pode e deve respeitar-se e valorizar-se. Pode e deve comprometer-se com seus ideais e explorar seu potencial único. Pode e deve realizar-se.

Essa idéia vem para o leitor através da história de Howard Roark, um arquiteto que seria o homem que todos poderíamos e deveríamos ser na visão de Rand: um homem de integridade inabalável, racional, comprometido consigo mesmo e com sua visão de mundo.

Sua dedicação em criar obras cada vez mais originais, sem submeter-se a ordens e opiniões deixa-o com muitos adversários. A mulher que ama acaba casando-se com seu pior inimigo. Sua brilhante originalidade faz com que a sociedade se revolte contra ele. Um incidente faz com que seja acusado e julgado.

O livro tem 800 e poucas páginas, grifei e reli vários trechos. Fui ler o livro porque adorei o filme que foi baseado nele, como já escrevi aqui no blog. Se quiser saber mais sobre Ayn Rand e sobre o filme A Nascente, clique abaixo para ler o post:


Howard Roark - Filme A Nascente (The Fountainhead)
Tem muita coisa que não concordo com ela. Não acho que cada homem é uma ilha, nem acredito no livre mercado. Na verdade mesmo, eu preciso conhecer melhor as idéias dela, antes de ficar comentando.

Mas do que eu já vi, sou totalmente a favor da suas idéias de auto-desenvolvimento, auto-respeito, auto-gestão, auto-estima, auto-realização.

Esse livro é uma inspiração para todos que tem anseio de realizar, que se sentem asfixiados pela mediocridade e hipocrisia do nosso mundo.

Comprometer-se com sua própria visão e desenvolvimento, manter sua integridade e individualidade, lutar por sua liberdade de pensamento e ação, não dominar nem ser dominado - são as lições que vou levar SEMPRE comigo depois dessa leitura.

Veja trechos do que Ayn Rand fala na Introdução do Livro:


"Eu quero ver, real, viva, e durante as horas dos meus próprios dias, a glória que eu crio como ilusão. Eu quero que seja real. Eu quero saber que existe alguém, em algum lugar, que também o quer.

Do contrário, qual é a utilidade de ver e trabalhar e se desgastar por uma visão impossível? O espírito também precisa de combustível. Ele pode secar”

"Eu não me senti desencorajada com frequência, e quando me senti, não durou mais que uma noite.

Mas houve uma noite, enquanto eu escrevia A Nascente, em que senti uma indignação tão profunda com o estado das ‘coisas como são’ que parecia que eu jamais recuperaria a energia para dar mais um único passo sequer na direção das ‘coisas como deveriam ser’.

Frank conversou comigo por horas naquela noite. Ele me convenceu de que não podemos abandonar o mundo para aqueles que desprezamos. Quando ele terminou, meu desânimo havia sumido, e nunca mais retornou de forma tão intensa.

Eu era contra a prática de dedicar livros a alguém; acreditava que um livro é endereçado a qualquer leitor que se prova digno dele. Mas, naquela noite, eu disse a Frank que dedicaria A Nascente a ele porque ele o havia salvado.

E um de meus momentos mais felizes, mais ou menos dois anos depois, me foi dado pela expressão no rosto dele quando chegou em casa, um dia, e viu o manuscrito do livro, encabeçado pela página que declarava em letras frias, claras e objetivas: A Frank O’Connor."

"Aqueles que veneram o Homem, no meu sentido do termo, são os que vêem o potencial mais elevado do Homem e esforçam-se para realizá-lo. Os que odeiam o Homem são aqueles que vêem o Homem como uma criatura desamparada, depravada e desprezível - e lutam para jamais deixá-lo descobrir que não é assim.

Essa visão do Homem raramente foi expressa na história da humanidade [...] Entretanto, essa é a visão com que - em vários graus de desejo, avidez, paixão e confusão agonizante - os melhores da juventude da humanidade começam a vida.

Não chega nem a ser uma visão, para a maioria deles, mas uma percepção indefinida, nebulosa, tateante, composta por uma dor crua e uma felicidade incomunicável.

É um senso de enorme expectativa, a percepção de que a nossa própria vida é importante, que grandes conquistas estão ao alcance da nossa própria capacidade, e que grandes coisas estão por vir."

"Não é da natureza do Homem - nem de nenhuma entidade viva - começar já desistindo, cuspindo na própria cara e amaldiçoando a existência; isso requer um processo de corrupção cuja rapidez varia de homem para homem.

Alguns desistem ao primeiro toque de pressão; alguns se vendem; alguns definham através de graus imperceptíveis e perdem sua chama, jamais sabendo quando ou como a perderam.

E então todos eles desaparecem no vasto pântano dos mais velhos, que lhes dizem persistentemente que a maturidade consiste em abandonar os próprios valores; a praticidade; em perder a auto-estima.

Porém, alguns poucos resistem e seguem adiante, sabendo que sua chama não deve ser traída, aprendendo a dar-lhe forma, propósito e realidade.

Mas qualquer que seja seu futuro, no nascer de suas vidas, as pessoas buscam uma visão nobre da natureza do Homem e do potencial da vida."

"Essa é uma das principais razões por trás do duradouro interesse que A Nascente desperta: ele é uma confirmação do espírito da juventude, proclamando a glória do Homem, mostrando o quanto é possível.

Não importa que apenas alguns em cada geração entenderão e alcançarão a realidade total da estatura apropriada ao Homem - e que o resto a trairá.

São esses poucos que movem o mundo e dão à vida seu significado - e é a esses poucos que eu sempre procurei me dirigir.

O resto [...] não é a mim ou A Nascente que eles trairão: é às suas próprias almas."


Como ficou muito grande esse post e minha vida tá corrida demais... resolvi quebrá-lo em 2 partes. No próximo post sobre A Nascente, vou falar um pouquinho mais da Ayn Rand e sobre os melhores trechos da parte 3 e 4 do livro.

Link para a 2ª Parte:

Clique aqui para ver os Melhores Trechos!
Parte 1 e 2 do livro (parte 3 e 4 no próximo post)

Parte 1:

“Seu corpo apoiava-se contra o céu [...] Ele estava em pé, rígido, as mãos soltas ao lado do corpo, as palmas voltadas para frente. Sentia seus ombros estendidos para trás, a curva de seu pescoço e o peso do sangue em suas mãos. Sentia o vento soprando em suas costas. O vento balançava seus cabelos contra o céu [...]

Ele ria alto do que lhe havia acontecido naquela manhã e do que estava por acontecer. Sabia que os dias por vir seriam difíceis. Havia questões a serem enfrentadas e um plano de ação a ser traçado. Ele sabia que deveria pensar a respeito. Sabia também que não iria pensar, porque tudo já estava claro para ele, porque o plano de ação fora traçado há muito tempo e porque ele queria rir [...] Naquela manhã ele havia sido expulso da Escola de Arquitetura do Instituto de Tecnologia de Stanton.”

“Um prédio é algo vivo, como um homem. Sua integridade é seguir sua própria verdade, seu único tema, e servir seu próprio e único propósito"

"Cada homem cria seu significado, sua forma, seu objetivo. Por que é tão importante o que os outros fizeram? Por que se torna sagrado pelo mero fato de não ter sido feito por você? Por que qualquer um está certo, desde que não seja você? Por que a quantidade desses outros suplanta a verdade? Por que a verdade se torna uma mera questão de aritmética e, pior ainda, somente uma questão de adição? [...] Tem de haver uma razão. Eu não sei. Nunca soube. Eu queria entender"

"Eu tenho, talvez, mais sessenta anos de vida. Vou passar a maior parte desse tempo trabalhando. Eu escolhi o trabalho que quero fazer. Se ele não me der nenhuma alegria, estarei me condenando a sessenta anos de tortura. E eu só posso encontrar alegria no meu trabalho se o fizer da melhor forma possível para mim"

"- Quantos anos você tem?
- 22
- É bastante compreensível, você irá superar tudo isso."

"- Não pretendo construir para ter clientes, mas ter clientes para construir.
- Como pretende forçá-los a aceitar suas idéias?
- Eu não pretendo forçar ninguém, nem ser forçado."

"- Peter, você já cometeu um erro. Ao me perguntar. Ao perguntar para qualquer pessoa. Jamais pergunte a ninguém. Não sobre o seu trabalho. Você não sabe o quer? Como aguenta não saber?
- Como você sempre consegue decidir?
- Como pode deixar que os outros decidam por você?"

"Não sabia porque a presença dela o fazia confessar coisas não reveladas na sua própria mente [...] Estava tomado por uma sensação peculiar de liberdade - a presença dela sempre o livrava de um peso que não conseguia definir. Estava sozinho. Era ele mesmo."

"Eu sou o último que você deveria ter procurado. Estarei cometendo um crime se o mantiver aqui [...] Não vou ajudá-lo. Não vou desencorajá-lo. Não vou lhe ensinar a ter nenhum bom senso. Em vez disso, vou instigá-lo a seguir adiante [...] Vou forçá-lo a permanecer o que é, e vou torná-lo pior ainda... Você não percebe?

Haverá dias em que você olhará para as suas mãos e desejará pegar alguma coisa para esmagar cada osso delas, porque elas estão zombando de você pelo que seriam capazes de fazer, se você encontrasse a oportunidade para que o fizessem [...]

Haverá dias em que você estará em um canto de um salão e ouvirá uma criatura em um palco falar sobre prédios, sobre aquele trabalho que você ama, e as coisas que ele disser o farão esperar que alguém se levante e o parta em dois pedaços, entre seus dedos; e então ouvirá as pessoas aplaudindo-o, e você vai querer gritar, porque não saberá se elas são reais, ou se você é, se está em uma sala cheia de crânios ocos [...] e você não dirá nada, porque os sons que poderia fazer já não são mais linguagem naquela sala [....]

Então, um dia, você verá, em um pedaço de papel à sua frente, um prédio que o fará querer ajoelhar-se. Não acreditará que foi você quem o criou, mas o terá criado. Então, você pensará que a Terra é linda, que o ar tem o aroma da primavera e que você ama os homens, porque não existe nenhum mal no mundo. E você se preparará para sair de casa com esse desenho, para mandar construí-lo, pois não tem dúvida de que será construído pelo primeiro homem que o vir.. Porém, não irá muito longe de casa, pois será parado pelo homem que veio desligar o gás [...]

Mas, por fim, você entrará no escritório de um homem com seu desenho [...] para que ele apenas ouça a sua voz implorando, suplicando, sua voz lambendo seus joelhos. Você se odiará por isso, mas não se importará. Se ele apenas deixá-lo erguer aquele prédio, você não se importará [...] Contudo, ele dirá que lamenta muito, mas que o projeto foi dado para o Guy Francon. E você vai voltar para casa, e sabe o que vai fazer lá? Vai chorar. Vai chorar como uma mulher, como um bêbado, como um animal. Esse é o seu futuro, Howard Roark. Você o quer?
- Sim."

"Parecia haver muitos que desejavam tal livro. Os leitores adquiriram erudição sem estudo, autoridade sem custo, julgamento sem esforço. Era agradável [...] participar de discussões artisticas, trocar as mesmas sentenças, escolhidas nos mesmos parágrafos."

"Aprendera que era muito simples. Seus clientes aceitariam qualquer coisa, desde que lhes dessem uma fachada imponente, uma entrada majestosa e uma sala digna da realeza, com as quais pudesse impressionar suas visitas. Todos ficavam satisfeitos: Keating não se importava, contanto que seus cliente ficassem impressionados; os clientes não se importavam, contanto que os convidados ficassem impressionados, e os convidados não se importavam de qualquer maneira."

"Não ligo a mínima para onde vou trabalhar agora. Não há nenhum arquiteto nesta cidade com quem eu queira trabalhar. Mas tenho que trabalhar em algum lugar, então que seja com o sr. Francon, se eu puder conseguir o que quero de vocês. Estou me vendendo, e vou jogar o jogo desta forma - por enquanto."

"Você sempre tem que ter um propósito? Sempre tem que ser assim tão sério? Nunca pode fazer alguma coisa sem motivo, com todo mundo? [...] Tudo com você é importante, tudo é extraordinário, com algum significado, cada minuto, até mesmo quando está parado. Você nunca pode ficar à vontade, sem se sentir importante?
- Não.
- Nunca cansa de ser heróico?
- O que há de heróico em mim?
- Nada. Tudo. Não sei."

"Era difícil, às vezes. Entre ele e a planta do prédio em que estava trabalhando havia a planta do mesmo prédio, como deveria ter sido. Ele via o que poderia fazer com ela, como modificar as linhas que desenhava, para conduzí-las a realizar algo esplêndido. Tinha que sufocar o conhecimento. Tinha que matar a visão. Tinha que obedecer e traçar linhas conforme as instruções. Doía-lhe tanto que deu de ombros para si mesmo com uma raiva fria. Pensou: Difícil? Bem, aprenda.

Entretanto, a dor persistia, acompanhada de um espanto impotente. A visão que ele tinha era muito mais real do que a realidade do papel, do escritório e do projeto. Não conseguia compreender o que tornava os outros cegos para ela e o que possibilitava a indiferença deles. Olhou para o papel à sua frente. Perguntou-se porque a incompetência podia existir e prevalecer. Nunca soubera a resposta."

"Não diz muito, apenas ‘Howard Roark, Arquiteto’. Mas é como aqueles lemas que os homens entalhavam sobre a entrada de um castelo pelos quais morriam. É um desafio diante de algo tão grande e perverso, que toda a dor do mundo vem dessa coisa que você irá enfrentar [...] E sei que se você carregar essas palavras até o fim, será uma vitória Howard, não apenas para você, mas para algo que deve vencer, algo que move o mundo - e que nunca recebe nenhum reconhecimento. Vingará muitos que foram derrotados antes de você, que sofreram como você sofrerá. Que Deus o abençoe - ou quem quer que seja aquele que vê o melhor, o mais alto nível que corações humanos podem alcançar."

"Essas pessoas estavam desfrutando um dia em suas vidas. Estavam gritando para o céu em comemoração à sua libertação do trabalho e de todo o peso dos dias que deixavam para trás. Haviam carregado o peso para atingir o objetivo - e esse era o objetivo."

"Quando Roark olhava para ele com aprovação, quando Roark sorria, quando elogiava um dos seus artigos, Heller sentia a alegria estranhamente cristalina de uma aprovação que não era suborno nem caridade."

"Uma casa pode ter integridade, assim como uma pessoa - e tão raramente como uma pessoa [...] Cada parte está ali porque a casa precisa dela, e por nenhuma outra razão [...] A casa é feita pelas suas próprias necessidades. As outras são feitas pela necessidade de impressionar."

"Senti que quando me mudar para esta casa, terei um novo tipo de existência, e até mesmo a minha rotina diária terá um tipo de honestidade ou dignidade que não consigo definir muito bem. Não fique espantado se eu lhe disse que sinto que terei de estar à altura dessa casa."

"Olhe para os que gastam o dinheiro pelo qual se escravizaram em parques de diversão e espetáculos sem importância. Olhe para os que são ricos e têm o mundo todo ao seu dispor. Observe o que escolhem como diversão [...] Essa é a sua humanidade em geral."

"A cerca viva parecia alta demais para o seu corpo pequeno. Ele teve tempo de pensar que ela não ia conseguir, no exato momento que a viu voando triunfantemente por cima da barreira verde [...] Um único momento em que o relâmpago de um pequeno corpo lançou-se com a maior explosão de liberdade estática que ele jamais presenciara em toda a sua vida."

"De repente, à noite, fui tomada por este sentimento. Foi como um pesadelo, sabe, o tipo de horror que não se pode descrever, que não é parecido com nada normal. Era a sensação de que eu estava correndo um perigo mortal, que algo estava se fechando sobre mim, que eu nunca conseguiria fugir, porque aquilo não me deixaria e por que já era tarde demais.
- Você não conseguiria fugir do quê?
- Não sei exatamente. De tudo. Da minha vida inteira. Sabe, como areia movediça. Macia e natural, sem que haja nada que você possa notar ou suspeitar. E você pisa nela despreocupadamente. Quando percebe, é tarde demais."

"Sabe, há uma coisa que me confunde. Você é o homem mais frio que conheço. E não consigo entender por que eu sempre sinto, quando o vejo, que você é a pessoa mais vivificante que já conheci."

"O que você quer construir é um monumento, mas não a você mesmo. Não à sua vida e às suas próprias conquistas, mas sim um monumento às outras pessoas. Um monumento à supremacia delas sobre você. Você não está desafiando essa supremacia, está imortalizando-a. Você não a descartou, está erguendo-a para sempre. Você acha que ficará feliz trancando-se naquela forma emprestada pelo resto da sua vida? Ou libertando-se, apenas uma vez, e construindo uma nova casa, a sua casa?"

"Considere o corpo humano. Por que você não gostaria de ver um corpo humano que tivesse um rabo encaracolado com penas de avestruz na ponta? E orelhas no formato de folhas de acanto? Seria decorativo, comparado à nossa feiúra austera e nua. Bem, por que não gosta da idéia? Por que seria inútil e fora de propósito. Por que a beleza do corpo humano está no fato de ele não ter um único músculo que não sirva ao seu propósito [...] Pode me dizer por que quando se trata de um edifício, você não quer que ele pareça ter qualquer sentido ou propósito, quer sufocá-lo com enfeites, quer sacrificar seu propósito pela embalagem [...]? Tem que me dizer, porque eu nunca fui capaz de entender isso."

"Roark olhou pela janela para o relógio na torre distante. Riu daquele relógio, como se ele fosse um velho inimigo amistoso."

Parte 2

"Pensava em seus dias passando, pensava no prédios que poderia estar construindo, que deveria estar construindo, e que talvez nunca mais construísse."

"Gosto de me dar ao luxo de conversar sobre assuntos interessantes. Não considero a mim mesmo como um deles."

"Os olhos eram escuros e chocantes. Continham tamanha riqueza de intelecto e de alegria cintilante que seus óculos pareciam ser usados, não para proteger seus olhos, mas para proteger outros homens de seu brilho excessivo."

"‘Uma coisa não é alta se pudermos alcançá-la; não é grande se pudermos raciocinar sobre ela; não é profunda se pudermos ver fundo’ - esta sempre fora sua crença, não declarada e não questionada. Isso o poupava de qualquer tentativa de alcançar, raciocinar ou ver, e lançava o reflexo agradável de desprezo naqueles que faziam a tentativa."

"Uma pessoa não põe ênfase em sua ignorância total de um assunto se realmente tiver total ignorãncia dele."

"- Ele ri com frequência?
- Muito raramente.
- Ele parece infeliz?
- Nunca. [...]
- Ele gosta de dinheiro?
- Não.
- Ele gosta de ser admirado?
- Não [...]
- O que ele faria se não pudesse ser arquiteto?
- Ele passaria por cima de cadáveres. Qualquer um e todos eles. Todos nós. Mas seria arquiteto."

"Ela sempre odiara as ruas de uma cidade. Via os rostos passando por ela, rostos que se tornavam parecidos pelo medo - medo como um denominador comum, medo de si mesmos, medo de todos e de cada um, medo que os deixava prontos para atacar o que quer que fosse sagrado para qualquer um que encontrassem. Ela não conseguia definir a natureza ou a razão daquele medo, mas sempre sentira sua presença."

"Antes de iniciar cada novo empreendimento, estudava o campo por muito tempo, depois agia como se nunca houvesse ouvido falar dele, desafiando todos os precedentes. Alguns eram bem-sucedidos, outros fracassavam. Ele continuava administrando todos como uma energia feroz."

"Na profissão dele e na minha, você é bem-sucedido se ela o deixar intocado."

"Cada alma humano tem seu estilo próprio, seu tema básico e único. Você o vê refletido em cada pensamento, cada ato, cada desejo, daquela pessoa. O único absoluto, o único imperativo naquela criatura viva. Anos estudando um homem não revelarão o tema para você. Mas o rosto dele revelará [...] Você se trai pela maneira como reage a certo tipo de rosto... O estilo da sua alma..."

"Nenhum outro cenário poderia demonstrar tão eloquentemente a insolência vital desse prédio."

"Nenhum homem gosta de ser vencido. Mas ser vencido pelo homem que sempre foi o seu exemplo perfeito de mediocridade diante dos seus olhos, começar ao lado dessa mediocridade e vê-la subir como um foguete, enquanto ele se esforça e não consegue nada além de um chute de bota na cara, ver a mediocridade tirar dele, uma após a outra, as chances pelas quais ele daria a sua vida, ver essa mediocridade idolatrada, perder o lugar que se quer e ver a mediocridade estabelecida nesse lugar, ser vencido, vencido, vencido - não por um gênio maior, não por um deus, mas por um Peter Keating."

"Ganhava um salário modesto e cômodo e tinha uma casa modesta e cômoda [...] O desgosto secreto da sua vida era não ter seu próprio negócio. Porém ele era um homem reservado, escrupuloso e pouco criativo, e um casamento precoce arruinara todas as suas ambições."

"Ele ganhava todos os debates. Podia provar qualquer coisa. Certa vez, depois de vencer Willie Lovett ao defender a afirmativa do ditado ‘A inteligência supera a força’, desafiou Willie a trocar de posição com ele, ficou com a negativa, e venceu outra vez."

"Descobriu que os garotos da sua classe que eram inteligentes, fortes e capazes não sentiam nenhuma necessidade de ouvir, não precisavam dele em absoluto. Entretanto, os que sofriam e os menos dotados procuravam-no."

"Sofrer é bom. Não se queixem. Aguentem, curvem-se, aceitem. Fiquem agradecidos por Deus tê-los feito sofrer, porque isso os torna melhores do que as pessoas que estãor rindo, felizes. Se não entendem isso, não tentem entender. Todo mal vem da mente, porque a mente faz perguntas demais. É abençoado acreditar, não entender."

"Depois de o adotarem como amigo por um tempo, não conseguiam ficar sem ele. Era como viciar-se a uma droga."

"Aos 16 anos, Ellsworth perdeu o interesse pela religião. Ele descobrira o socialismo."

"Tooley atrai o tipo grudento. Você sabe quais são as 2 coisas que grudam melhor: lama e cola."

"Dizia-se que Ellswoth Tooley exercera uma influência benéfica sobre eles, pois nunca se esqueciam dele: vinham consultá-lo sobre muitas coisas [...] Eram como máquinas sem arranque automático, que precisavam de uma mão externa que acionasse a manivela [...] Ele era um megaempresário do altruísmo."

"Os jornais Wynard não tinham nenhuma política, exceto refletir os maiores preconceitos do maior número de pessoas, e isso significa seguir um caminho excêntrico, mas apesar disso, reconhecível: rumo ao contraditório, o irresponsável, o banal e o exageradamente sentimental."

"O instrumento mais cortante de todos: a vontade humana seguindo um propósito."

"O que quero dizer é que um conselho de diretores é formado por um ou dois homens ambiciosos, e muito lastro. Quero dizer que grupos de homens são vácuos. Dizem que não podemos visualizar um vácuo completo. Basta estar presente em qualquer reunião de comitê."

"Os homens são irmãos, sabe, e têm um grande instinto para a irmandade, exceto nos conselho, sindicatos, corporações e outros grupos de trabalhos forçados."

"Não há nada que você possa fazer. Ao enfrentar a sociedade, a opinião que menos conta é a do homem que mais se importa, do homem que mais fará e que mais contribuirá"

"nenhum discurso jamais é considerado, apenas o orador. É tão mais fácil julgar um homem do que uma idéia."

"Integridade é a habilidade de ser leal a uma idéia. Isso pressupõe a habilidade de pensar. Pensar é algo que não se pega emprestado nem se penhora."

"Eles estão todos contra mim, mas eu tenho uma vantagem: eles não sabem o que querem. Eu sei."

"Você é um homem profundamente religioso sr. Roark - à sua própria maneira. Eu posso ver isso em seus prédios. [...] O que eu quero nesse prédio é o seu espírito, sr.Roark. Dê-me o melhor dele, e terá feito o seu trabalho, assim como eu terei feito o meu."

"Você quer dizer que viu as coisas que eu fiz e gostou delas - você -, você mesmo - sozinho -, sem ninguém lhe dizer que deveria gostar delas ou por que deveria gostar, e você decidiu me contratar por essa razão - só por essa razão -, sem saber nada a meu respeito, sem ligar a mínima - só por causa das coisas que eu fiz e... e pelo que você viu nelas [...]?"

"Estou muito agradecido a você. Não por me dar o emprego, não por vir até aqui, não por nada que você jamais fará por mim. Somente pelo que você é."

"Já percebeu como seus melhores amigos amam tudo em você, exceto as coisas que contam? E aquilo que você tem de mais importante não é nada para eles, nem mesmo um som que eles possam reconhecer."

"Havia uma destreza rítmica em seus movimentos, como se seu corpo nutrisse com energia todos que o cercavam."

"De vez em quando eu fico imaginando até onde você vai chegar. Sabe, sempre tive um fraco por astronomia."

"Eles não falavam sobre trabalho. Mallory contava histórias absurdas e Dominique ria como uma criança. Não conversavam sobre nenhum assunto em particular, o significado das sentenças estava apenas no som das vozes, na alegria afetuosa, no sossego do relaxamento completo. Eram simplesmente quatro pessoas que gostavam de estar ali juntas."

"Homens como você e eu não sobreviveriam além de seus primeiros quinze anos se não adquirissem a paciência de um carrasco chinês. E o couro de um navio de batalha."

"A expressão do seu rosto parecia mostrar que ela conhecia o pior sofrimento dele, e que era dela também, e que ela queria suportá-lo assim, friamente, sem pedir nenhuma palavra atenuante."

"Eu não sou capaz de sofrer completamente. Nunca fui. Só me atinge até certo ponto, e depois pára. Enquanto houver esse ponto intocado, não é realmente dor."

"Você pode lutar contra uma questão viva, mas não contra uma morta. [...] questões mortas não desaparecem simplesmente, mas deixam um rastro de matéria em decomposição. [...] o templo será esquecido, o processo será esquecido. Mas o que permancerá será: “Roark? Ele não presta” [...] Você não irá querer se envolver com um sujeito de má fama como ele [...] Agora você entende a eficácia peculiar de uma questão morta. Você não pode resolvê-la com argumentos, não pode explicar, não pode se defender. Ninguém quer ouvir [...]

Nunca se pode arruinar um arquiteto porque ele é um ruim. Mas pode-se arruiná-lo porque ele é ateu, ou porque alguém abriu um processo contra ele, ou porque dormiu com alguma mulher, ou porque ele se diverte arrancando asas de moscas [...] Pode-se lutar contra a razão usando a razão. Mas como lutar contra o irracional? O seu problema, minha cara, é que você não tem respeito suficiente pelo absurdo [...] Se ele for seu inimigo, você não têm nenhuma chance."

"As pessoas haviam olhado para ele insistentemente e depois haviam desistido, indignadas, sem haver encontrado nenhuma satisfação. Ele não parecia derrotado e também não parecia desafiador. Tinha uma aparência impessoal e calma [...] A multidão teria perdoado qualquer coisa, menos um homem que podia permanecer normal sob as vibrações do seu enorme escárnio coletivo. Alguns deles haviam vindo preparados para sentir pena dele; todos eles já o odiavam após os primeiros minutos."

"Howard Roark construiu um templo ao espírito humano. Ele viu o homem como sendo forte, orgulhoso, limpo, sábio e destemido. Ele viu o homem como um ser heróico. E construiu um templo a isso. Um templo é um lugar onde o Homem deve experimentar exaltação. Ele achou que a exaltação vem da consciência de não carregar nenhuma culpa, de ver a verdade e alcançá-la, de conseguir realizar a sua mais alta possibilidade, de não conhecer a vergonha e não ter motivo para sentir vergonha, de ser capaz de ficar nú em plena luz do sol. Ele achou que exaltação significa alegria e que alegria é um direito inato do Homem. [...]

Ellsworth Tooley disse que a essência da exaltação é estar morrendo de medo, cair e rastejar [...] que o ato mais elevado do Homem era dar-se conta da sua própria falta de valor [...].

Peça qualquer coisa às pessoas. Peça-lhes que alcancem fama, fortuna, amor, ou que cometam atos de brutalidade, assassinato, auto-sacrifício. Mas não lhes peça que alcancem respeito próprio. Elas odiarão a sua alma. [...] Elas não dirão, é claro, que odeiam você. Dirão que você as odeia."

"Nada que vocês fizeram comigo - ou com ele - será pior do que o que eu mesma farei. Se vocês acham que não posso suportar o Templo Stoddard, esperem até ver o que eu posso suportar."

"Tenho estado tão ocupada... Não, não é verdade. Eu tenho tempo, mas quando chego em casa, não consigo me forçar a fazer mais nada, a não ser cair na cama e dormir. Tio Ellsworth, as pessoas dormem porque estão cansadas ou porque querem fugir de alguma coisa?"

"Eu sou infeliz. Sou infeliz de uma forma horrível, sórdida, indigna. De uma forma que parece... suja. E desonesta. Eu passo dias com medo de pensar, de olhar para mim mesma. E isso está errado. Isso é... tornar-me hipócrita. Eu sempre quis ser honesta comigo mesma. Mas não sou, não sou, não sou! [...]

Por exemplo, fui eu que organizei as aulas de cuidados pré-natais, no Centro de Assistência Social de Clifford [...] Eu digo a mim mesma que deveria estar feliz com isso, mas não estou. [...] Eu não sinto nada. Quando sou honesta comigo mesma, sei que a única emoção que eu sinto há anos é cansaço. Não cansaço físico, só cansaço. É como se... como se já não houvesse mais ninguém lá para sentir qualquer coisa [...]

Mas não é só isso. Há algo muito pior, que está fazendo algo horrível comigo. Eu estou começando a odiar as pessoas, tio Ellsworth. Estou ficando cruel, maldosa e mesquinha de uma forma que nunca fui antes [...]

Eu não sou a única que é assim. Muitas delas são, a maioria das mulheres com quem eu trabalho... Não sei como ficaram assim... Não sei como aconteceu comigo... Eu costumava me sentir feliz quando ajudava alguém [...]

Eu abri mão de tudo, não me resta mais nenhum desejo egoísta, eu não tenho nada que seja meu - e estou infeliz. E as outras mulheres como eu também estão. Eu não conheço nenhuma pessoa abnegada no mundo que seja feliz."

"Não precisamos de anúncios, datas, preparativos, convidados, nada disso. Nós permitimos que coisas desse tipo nos impedissem a cada vez. Honestamente, eu não sei como foi acontecer de deixarmos que tudo ficasse à deriva daquela forma... Não vamos dizer nada a ninguém. Simplesmente vamos sair da cidade e nos casar. Vamos anunciar e explicar depois, se alguém quiser alguma explicação. E isso inclui o seu tio, a minha mãe, e todo mundo."

"Ficaram silenciosamente um diante do outro, por um instante, e ela pensou que as palavras mais bonitas eram aquelas que não eram necessárias."

"Eu posso aceitar qualquer coisa, exceto o que parece ser o mais fácil para a maioria das pessoas: o meio-termo, o quase, o aproximado, o intermediário."

"fazer por você o que fiz por Peter Keating: mentir, bajular, evadir, fazer concessões, servir a todo tipo de incompetência, para implorar para que eles lhe dêem uma chance"

"Eu te amo, Dominique. De uma forma tão egoísta quanto o fato de eu existir. De uma forma tão egoísta quanto os meus pulmões respiram. Eu respiro por minha própria necessidade, pelo combustível necessário ao meu corpo, pela minha sobrevivência. Eu lhei dei, não o meu sacrifício ou a minha piedade, mas o meu ego e a minha necessidade nua. Esta é a única forma que você pode desejar ser amada. É a única forma que posso querer que você me ame [...]

Para dizer ‘Eu te amo’, é preciso primeiro saber dizer o ‘Eu’. O tipo de entrega que eu poderia ter de você agora não me daria nada além de uma casca vazia."

"Você deve aprender a não ter medo do mundo. A não ficar a mercê dele como você está agora. A nunca ser magoada por ele como você foi naquele tribunal. Eu tenho que deixá-la aprender. Não posso ajudá-la. Você tem que encontrar seu próprio caminho."

"- Quero que você tenha orgulho de mim, Peter - disse Francon humilde, simples, desesperadamente. - Quero saber que eu realizei alguma coisa. Quero sentir que teve algum significado. Na hora do balanço final, eu quero ter certeza de que não foi tudo... por nada.
- Você não tem certeza disso? Você não tem certeza? [...] Seu maldito, você não tem o direito... de não ter certeza! Na sua idade, com o seu nome, o seu prestígio, o seu...
- Eu quero ter certeza, Peter. Trabalhei muito duro.
- Mas você não tem certeza!"

"- Sr. Roark, estamos sozinhos aqui. Por que não me diz o que pensa de mim? Use quaisquer palavras que quiser. Ninguém vai nos ouvir.
- Mas eu não penso em você."



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10 comentários:

Adriel Santana disse...

Você disse que é não confia no livre mercado, mas está se formando em ADM. Não acha isso um tanto quanto, sei lá, paradoxal?

É o tipo de coisa que não faz sentido no campo da lógica. Só no Brasil, é claro.

Ayn Rand é, para mim, umas das filósofas mais importante da história. Seus livros, concordando ou discordando de suas idéias, são uma fonte de material único para um debate (e confronto) eterno entre os individualistas e os coletivistas.

Josiberto disse...

Só há exploração por parte dos administradores quando o governo não fiscaliza as empresas. não se pode cobrar mais impostos a uma pessoa só por que ele tem mais dinheiro que outras, isso seria injusto e até ROUBO. A pobreza só existe pela falta de educação do homem, se ele mesmo não se ajuda como crescera? ele prefere sentar e maldizer de sua sorte esperando ajuda, e culpa o homem rico por não ajuda-lo.se ha exploração tem que ser exposta e destruída pelos órgãos públicos que devem se encarregar disto. o valor de cada um depende daquilo que ele produz. se ele não estudou e nem produz nada ele não merece nada. temos que agregar valores e tornarmo-nos necessários ao ponto de vista da sociedade para melhorarmos de vida e com oconsequencia de nossa evolução intelectual ajudaremos os outros.

Um belo exemplo e o jovem que era filho de catadora, morava em favela e quase não tinha o que comer, mas estudou e passou entre os primeiros colocado no vestibular de medicina na UNB, ao invez de sentar e esperar ajuda ele estudou e se fez, apesar das necessidade passou.

Marcio Severo disse...

Ncholas eu estou vendo que você é de Campinas, então vou te dar uma ótima dica. Na Livraria Pergaminho da Dr. Quirino o A Nascente está em uma promoção muito louca, de R$ 118,00 por R$ 19,90. Essa mesma edição em capa dura, da editora Landscape. Eu comprei 2 para dar de presente a algumas pessoas, ainda em pelo menos 1 lá.
Abraços,
Marcio

Anônimo disse...

"Quanto mais rico, mais imposto tem que pagar."

Me decepcionei não só com esse comentário infeliz mas com boa parte das ideias que você apresentou aqui, vindo de alguem que estudou tanto é bem hipócrita.

Provavelmente você acredita na igualdade, então, igualdade é todos pagaram igual ou quem tem mais pagar porque produz mais?

isso é punir quem faz certo.

Se boa parte das pessoas não tem oportunidades não é culpa de quem é rico, além disso, muitas pessoas de sucesso começaram do zero, um bom exemplo é silvio santos, que era camelô.

Tudo que você disse com relação a isso se baseia na idéia de quem tem cria oportunidades e produz dinheiro deve ser punido porque existe quem não o faz.
os impostos foram criados assim, uma tentativa de punir os ricos que atingiu todos.

Esperava algo bem mais interessante vindo do dono do blog..lamentável.

gerolomo, a. c. disse...

O mundo está cheio de pessoas criativas. Sabemos que a competição sofoca e estimula a criação. Porém no capitalismo os meios de produção são controlados por minorias que vivem do trabalho dos outros. Neste contexto não se pode atribuir o fracasso ou sucesso apenas as pessoas "iluminadas". Todo empreendedor que se lança numa atividade que dependa de outras pessoas e que a riqueza e prejuízos da mesma não sejam distribuídos igualmente, podemos caracterizá-la de roubo. Enriquecer individualmente com o trabalho de outros é roubo, mesmo que os direitos legais sejam praticados.

Poeta da Liberdade disse...

Estou lendo a Revolta de Atlas e estou considerando um ótimo livro, por causa das viradas inesperadas e atenção que as pessoas dão uns aos outros. Esquecendo que o mundo é vivenciado por seres humanos. E animais racionais. Um derruba o outro sem mesmo saber o por que desta batalha,

Marivone Vieira disse...

"Quanto mais rico, mais imposto tem que pagar". Essa é a máxima da regra da proporcionalidade e é justíssima, embasada na igualdade material: tratar o igual de forma igual e os diferentes de forma diferente, equilibrando a equação.

Anônimo disse...

Um cara que diz ter lido Ayn Rand e não acredita no livre mercado,ou não entendeu nada do que ela escreveu ou não entende nada de livre mercado.

Nicholas Fernandes Gimenes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nicholas Fernandes Gimenes disse...

Quem é você pequeno gênio anônimo, neto do Hayek?

Tanta gente inteligentíssima e com anos de estudo e experiência... debatendo, pesquisando... e você com a sua genialidade redescobriu a solução para a economia mundial. O livre mercado.

Já terminou o seu doutorado em economia?

Quantos livros já leu da turminha? Marx, Adam Smith, Hayek, Schumpeter, Neoschumpeterianos...?

Meu amigo, se sim, você está apenas começando.

Se não, você é apenas mais um que repete igual papagaio fragmentos que ouve por aí e transforma uma rasa opinião em um oceano de convicção.

"O Problema do mundo é que os sábios estão cheios de dúvidas, enquanto os tolos estão cheios de convicção." - Bertrand Russell

Mais humildade, educação, diálogo. Menos arrogância. Fica a dica.

O livro da Ayn Rand não é uma tese sobre livre mercado, é um romance, com vários personagens, cuja a história fictícia, somada com a minha história pessoal, fez eu gostar muito de muitas partes do livro.

Mas enfim. tô cansado já dessas conversas binárias... esquerda x direita, PT x PSDB, flamengo x vasco...

com gente "iluminada"... que "sabe tudo" de forma inata... as soluções são óbvias e certas, o mundo que é cego e não vê... sem bagagem, sem experiência... quanto mais eu aprendo, mais eu vejo que falta muito ainda para eu me entrincheirar em uma posição, ainda mais sobre um tema que não "master"izo. É, não nasci "iluminado".

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