16.9.10

Somos Livres para Quebrá-lo - Jean-Paul Sartre

Jean-Paul Sartre
"Muitas pessoas estão incrustadas com uma série de hábitos, costumes, fazendo sobre eles mesmos julgamentos que as deixam infelizes. Sofrem porque querem e não buscam mudar.

Estas pessoas estão como mortas, no sentido que não podem quebrar as amarras de suas preocupações, aborrecimentos, costumes arraigados e permanecem frequentemente vítimas dos juízos que temos sobre eles. A partir daí, é bem evidente que sejam, por exemplo, covardes, indolentes ou maldosos.

Se começarem a ser indolentes ou covardes, nada vai mudar o fato de serem assim. É por isso que estão mortos; é uma maneira de dizer que um morto-vivo está cercado, completamente envolvido pela inquietação perpétua dos julgamentos e das ações que não querem mudar.

De sorte que, em verdade, como estamos vivos, quis demonstrar [...] a importância de modificar os atos por outros atos.

Qualquer que seja o círculo do inferno em que vivemos, penso que somos livres para quebrá-lo. E se as pessoas não o quebram, ainda assim permanecem livres e se colocam livremente no inferno."

(Jean-Paul Sartre)



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5 comentários:

Vanilla disse...

Perfeita a conclusão de Sartre!

Thatiana Carvalho disse...

É aquela história que falei em outro post: Livres até para não sermos livres...

Acho que me apaixonaria por Sartre. rs Aiai... Ando tão sentimental.

Canteiro Pessoal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canteiro Pessoal disse...

Nicholas,

Por Lúcia Helena Galvão
Diretora e professora voluntária da
Escola de Filosofia Nova Acrópole Lago Norte-DF


"A cultura em que vivemos gerou alguns desajustes na formação do homem. Um dos elementos é que o privou de olhar para dentro de si mesmo e perguntar-se acerca de quem ele de fato é, o que sente, o que quer para sua vida, o que lhe traz verdadeira felicidade, qual é o sentido de sua vida. Não há, enfim, um convite à reflexão e construção da própria identidade; pelo contrário, há, por todos os lados, vias para distrair-se, fugir e esconder-se permanentemente de si mesmo.
Para os antigos gregos, seria necessário estabelecer um diálogo com a Alma, ou seja, descobrir o que nos faz trair a nós mesmos quando não cumprimos com o que havíamos decidido ser e fazer; é preciso visualizar com clareza aonde queremos chegar, como queremos nosso futuro. Vida sem encontro consigo mesmo não é vida, é embalagem vazia, mera fachada. Somos, na realidade, embalagens de um ser superior, nossa própria essência e identidade".

Priscila Cáliga

Flor disse...

Escolhi o dia certo para ler esse trecho. Precisava disso...

Vlw, Nich.

Bjs.

Flor;*

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