2.10.15

Por uma Vida Não-Aprisionada - Peter Pal Pelbart

Excelentes trechos e um vídeo do Peter Pal Pelbart :)


"Há mecanismos de poder um pouco mais sofisticados. Não é que eles mandam você fazer, mas criam um ambiente em que a sua conduta pode ter uma margem de manobra limitada. Cada um se considera autônomo e livre, mas o ambiente foi trabalhado para incitar certas condutas, evitar outras, propiciar tendências."

"Houve uma interiorização desses mecanismos de poder de tal modo que o que era um controle virou um autocontrole."

"Há uma depauperação na imaginação sobre o que é desfrutar, o que é se divertir, o que é descobrir, o que é ter uma experiência. Você cumpre um destino. É um desafio coletivo, cultural"

"É preciso pensar modalidades de desconexão, reativação da capacidade que as pessoas ainda têm de serem afetadas e afetarem-se, sem ficarem anestesiadas por essa fábrica de entretenimento”

- Peter Pal Pelbart, entrevista para o SESC SP

Cover Action, Coletivo Akatre, vi na ótima Equizografias

“De quantos devires [tornar-se outro] sou capaz? Talvez de tantos quantas forem as forças que me rodeiam, me atravessam e me habitam.

Sou o campo de batalha para essa miríade de forças, muito intensas, poderosas, minúsculas ou maiúsculas, e todas de algum modo refazem o meu contorno, desfazem a minha forma de vida em proveito de outras tantas.

É claro que temos tendência a preservar nossa forma mais ou menos estável, estática.

O artista, por sua vez, busca experimentar o que elas inauguram para ele de novo, e vai buscar nesse caos de forças o material para os múltiplos devires e as múltiplas vidas que ele for capaz de inventar.

Mas como dar-lhes expressão, longe dos clichês que aí se interpõem?

Os clichês são o que hoje mais nos cega diante daquilo que se oferece, os clichês do amor, da solidão, do sofrimento, da opressão, do que é arte, do que nos cabe pensar, do que merecemos viver, do que somos capazes de sentir ou expressar.

Como liberar, nessa Forma que temos ou que perseguimos, nesse Mesmo em que nós nos reconhecemos, as forças que nos habitam e que pululam dentro e fora de nós, mas que contemos, repelimos, driblamos ou contornamos?”

- Peter Pál Pelbart, trechos de Poéticas da Alteridade

Vídeo:

Conferência de Abertura: “VIVER NÃO É SOBREVIVER”: Para além da vida aprisionada - Peter Pál Pelbart - YouTube





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