22.10.15

Michel Foucault: O Sujeito e o Poder - Melhores Trechos

Achei incrível esse texto do Foucault! clique aqui para ver os trechos que mais gostei ;)


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8.10.15

Sobre a Estética da Existência - Claudio Ulpiano

Trecho de uma aula sensacional do Claudio Ulpiano :) veja o vídeo:


Cláudio Ulpiano - Sobre a estética da existência - YouTube



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"ao levantar essa questão do poder sobre si próprio, é exatamente o momento em que está levantando a questão da liberdade do pensamento."

"a partir daí o grego inventa uma prática nova, que chama relação agonística de si consigo próprio"

"todos os homens trariam dentro deles múltiplas forças, que tenderiam para o fora, o religioso, o supersticioso, a submissão, e a forças ativas"

"o grego vai colocar que um homem só pode se constituir livremente, se realizar a si próprio como um campo de batalha, como um confronto de forças, forças que vão entrar em luta dentro de si próprio, para produzir uma vida livre"

"o homem é livre quando as forças ativas dominarem as forças que tendem a submissão"

"o grego está produzindo a partir daí o que se chama de uma
estética da existência"

"pensamos a arte como um produto, oferecido ao mercado, os gregos vão pensar a estética em termos de existência"

"a questão estética do grego não é produzir um objeto fora dele, mas produzir uma vida bela"

"produzir uma vida bela, é o momento em que você tiver liberdade, e essa liberdade é o momento em que as forças ativas dominarem as forças reativas, é o momento em que o seu pensamento dirige sua vida"

"o grego se preocupa em produzir essa estética da existência, essa vida superior, livre, porque para ele a liberdade só é conseguida no momento em que quem dirige sua vida é você mesmo, só há liberdade quando a causa da sua existência vier de dentro de mim"

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Veja a Aula completa:

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5.10.15

Resumo - Psicologia de Massas do Fascismo - Wilhelm Reich

Adorei esse livro do Wilhelm Reich. Abaixo alguns trechos que separei e uns desenhos achei na internet tb sobre o livro :)


"'fascismo' é a atitude emocional básica do homem oprimido da civilização autoritária da máquina, com sua maneira mística e mecanicista de encarar a vida [...] não é obra de um Hitler ou de um Mussolini, mas sim a expressão da estrutura irracional do homem da massa [...] não é um partido político, mas uma certa concepção de vida e uma atitude perante o homem, o amor e o trabalho."

[adaptei este trecho para resumir melhor=>] "A repressão da sexualidade natural [...] deixa-as apreensivas, tímidas, obedientes, temerosas da autoridade [...] uma inibição geral do pensamento e das faculdades críticas [...] leva a vários tipos de gratificações compensatórias. A agressividade natural, por exemplo, vira um sadismo brutal [...] resulta em medo da liberdade, uma mentalidade conservadora e reacionária [...] contribui ativamente para estruturas autoritárias [...] apesar de toda sua miséria e degradação”

"não se pode vencê-lo com 'argumentos'. Os argumentos só surtiriam efeito se o movimento tivesse conseguido seu poder através da argumentação [...] distinguiam-se pela habilidade em manejar as emoções dos indivíduos nas massas e de evitar ao máximo uma argumentação objetiva"

"um führer ou o representante de uma ideia só pode ter êxito [...] quando a sua visão individual, a sua ideologia ou o seu programa encontram eco na estrutura média de uma ampla camada de indivíduos. [...] o êxito desta organização de massas deve-se às próprias massas e não a Hitler. Foi a estrutura humana autoritária, que teme a liberdade, que possibilitou o êxito de sua propaganda"

"disposto a se adaptar à autoridade, o indivíduo da classe média baixa acaba criando uma clivagem entre a sua situação econômica e a sua ideologia. A sua vida é modesta, mas tenta aparentar o contrário, chegando, frequentemente, a tornar-se ridículo"

"O Estado autoritário tem o pai como seu representante em cada família [...] os filhos criam, além da atitude submissa para com a autoridade, uma forte identificação com o pai, que forma a base da identificação emocional com todo tipo de autoridade."

"A palavra fascismo [...] designa uma forma muito particular de dirigir e influenciar as massas: regime autoritário, sistema de partido único, portanto totalitário, o poder à frente dos interesses objetivos, distorção política dos fatos, etc"

"Esta ideologia fascista do führer apóia-se invariavelmente na concepção mística da natureza humana imutável, no desamparo, na necessidade de autoridade e na incapacidade de assumir a liberdade, que são características das massas humanas oprimidas. Fórmulas como a de que "o homem precisa de liderança e disciplina", de "ordem e autoridade" [...] A ideologia fascista acreditava nisso honestamente. Quem não compreende essa honestidade subjetiva não compreende o fascismo na sua totalidade e a força de atração que ele exerce sobre as massas."

"É dever do Estado não só encorajar o anseio apaixonado por liberdade nas massas trabalhadoras; ele precisa também fazer todos os esforços para torná-las capazes de liberdade. Se não o fizer, se reprimir o anseio intenso por liberdade, ou até desvirtuá-lo, e colocar-se como obstáculo à tendência para a autogestão, então estará mostrando claramente que é um Estado fascista."

"A estrutura humana debate-se na contradição entre o desejo intenso de liberdade e o medo da liberdade."

"Não se pode vencer o fascismo imitando-o ou exagerando os seus métodos, sem o perigo de incorrer, voluntária ou involuntariamente, numa degeneração de tipo fascista. O caminho do fascismo é o caminho do autômato, da morte, da rigidez, da desesperança. O caminho da vida é radicalmente diferente"

"O atrofiamento da vida individual e social nada mais é do que a influência secular acumulada de todas as instituições autoritárias e irracionais sobre o homem contemporâneo. O fascismo não criou essa situação a partir do nada: limitou-se a explorar e aperfeiçoar as antigas condições usadas para suprimir a liberdade."

"A arma principal no arsenal da liberdade é a intensa ânsia de ser livre, por parte de cada nova geração. A possibilidade da liberdade social baseia-se essencialmente nessa arma"

Psicologia de Massas do Fascismo - Wilhelm Reich

Por que as pessoas seguem os fascistas?

Por que as pessoas agem irracionalmente?

Por que as pessoas ficam doentes/neuróticas?

Por que as pessoas não se revoltam?

Não é porque são burras, ignorantes, desempregadas ou malucas - "Me diga o que tenho que fazer"

Pessoas inteligentes, educadas e empregadas também se tornam fascistas

A verdadeira razão é a repressão sexual - "Honra! Pureza! Abstinência! Auto-controle! Seja puro! Fique seguro!"

O que reprime a sexualidade? - "Sexo é pecado / sou pecador"

Famílias Autoritárias - "Papai => Mamãe => Criança"

Religiões Autoritárias - "Deus => Diabo => Mortais"

Economias Autoritárias - "Ricos => Classe Média => Pobres"

Relações Autoritárias - "Brancos => Asiáticos => Negros"

Amar, Brincar, Conhecer... nos fará Livres


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2.10.15

Por uma Vida Não-Aprisionada - Peter Pal Pelbart

Excelentes trechos e um vídeo do Peter Pal Pelbart :)


"Há mecanismos de poder um pouco mais sofisticados. Não é que eles mandam você fazer, mas criam um ambiente em que a sua conduta pode ter uma margem de manobra limitada. Cada um se considera autônomo e livre, mas o ambiente foi trabalhado para incitar certas condutas, evitar outras, propiciar tendências."

"Houve uma interiorização desses mecanismos de poder de tal modo que o que era um controle virou um autocontrole."

"Há uma depauperação na imaginação sobre o que é desfrutar, o que é se divertir, o que é descobrir, o que é ter uma experiência. Você cumpre um destino. É um desafio coletivo, cultural"

"É preciso pensar modalidades de desconexão, reativação da capacidade que as pessoas ainda têm de serem afetadas e afetarem-se, sem ficarem anestesiadas por essa fábrica de entretenimento”

- Peter Pal Pelbart, entrevista para o SESC SP

Cover Action, Coletivo Akatre, vi na ótima Equizografias

“De quantos devires [tornar-se outro] sou capaz? Talvez de tantos quantas forem as forças que me rodeiam, me atravessam e me habitam.

Sou o campo de batalha para essa miríade de forças, muito intensas, poderosas, minúsculas ou maiúsculas, e todas de algum modo refazem o meu contorno, desfazem a minha forma de vida em proveito de outras tantas.

É claro que temos tendência a preservar nossa forma mais ou menos estável, estática.

O artista, por sua vez, busca experimentar o que elas inauguram para ele de novo, e vai buscar nesse caos de forças o material para os múltiplos devires e as múltiplas vidas que ele for capaz de inventar.

Mas como dar-lhes expressão, longe dos clichês que aí se interpõem?

Os clichês são o que hoje mais nos cega diante daquilo que se oferece, os clichês do amor, da solidão, do sofrimento, da opressão, do que é arte, do que nos cabe pensar, do que merecemos viver, do que somos capazes de sentir ou expressar.

Como liberar, nessa Forma que temos ou que perseguimos, nesse Mesmo em que nós nos reconhecemos, as forças que nos habitam e que pululam dentro e fora de nós, mas que contemos, repelimos, driblamos ou contornamos?”

- Peter Pál Pelbart, trechos de Poéticas da Alteridade

Vídeo:

Conferência de Abertura: “VIVER NÃO É SOBREVIVER”: Para além da vida aprisionada - Peter Pál Pelbart - YouTube



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